quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

PROJETO “REMAR PARA O FUTURO” GANHA VISIBILIDADE NO CONGRESSO DE EXTENSÃO E CULTURA!

Para quem é do remo, notícia boa! Aqui em Pelotas o projeto coordenado pelo professor Fabrício Boscolo Del Vecchio ganha visibilidade pela belíssima apresentação da aluna Mariana Lopes que é uma das pessoas que dá o treino para as crianças, sob supervisão do Oguener Tissot. Estamos tentando desenvolver um trabalho que parte das ideias ricas dos integrantes do Grupo de Estudos de Treinamento, com destaque para o mestrando Marcelo Vaz, que foi selecionado para fazer o curso do COB e o Augusto Rico que está desenvolvendo a iniciação científica com o remo também. Temos outros envolvidos como a Verônica, a Aline, o Guilherme e o Felipe.  Esse trabalho já começou, portanto, o projeto já está sendo colocado em prática. De vento em poupa, literalmente!

Para quem gostou da ideia, aqui está o link da página no Facebook, com fotos e informações sobre o projeto: https://www.facebook.com/remarparaofuturo/?fref=ts

Para que quer entender o projeto e, talvez até estruturar algo similar em outras partes do Brasil, abaixo está o trabalho que foi apresentado no CEC (http://wp.ufpel.edu.br/congressoextensao/files/2015/11/Sa%C3%BAde.pdf)




PROJETO “REMAR PARA O FUTURO” 

MARIANA ALVARIZ LOPES1; MARCELO DOS SANTOS VAZ2; AUGUSTO RICO3; BIANCA MIARKA4; OGUENER TISSOT5; FABRÍCIO B DEL VECCHIO

6; 1Escola Superior de Educação Física – UFPel – mariana_lps@yahoo.com.br 2Escola Superior de Educação Física – UFPel – marcelo.dsvaz@gmail.com 3 Escola Superior de Educação Física – UFPel – augustomrico@hotmail.com 4 Escola Superior de Educação Física – UFPel – miarkasport@hotmail.com 5Escola Superior de Educação Física – UFPel – oguenerceltic@hotmail.com 6Escola Superior de Educação Física – UFPel – fabricio_boscolo@uol.com.br

1. INTRODUÇÃO

O remo é uma modalidade olímpica praticada no meio aquático, com predomínio do componente aeróbio (MELLO et al., 2009). Para sua realização, são necessárias embarcações para uma pessoa, duas, quatro até oito indivíduos, e cada pessoa manipula um ou dois remos. Nos dias atuais, a modalidade é pouco praticada em âmbito nacional, com maior concentração em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, apesar do elevado potencial náutico, inclusive regionalmente. No cenário nacional, observa-se que um elevado percentual de pessoas exibe comportamentos sedentários e possui baixos índices de atividade física (IBGE, 2014). Especificamente em Pelotas (RS), quase 60% das crianças de 10 a 12 anos são sedentárias (HALLAL et al. 2006), e a isto se soma a ausência de cultura esportiva e os valores relacionados ao esporte moderno, a violência social elevada e comportamentos delitivos cada vez mais comuns. Estudos prévios têm constatado que a prática esportiva pode contribuir para melhora da saúde, aumento da qualidade de vida e diminuição dos comportamentos antissociais e delitivos (ONU, 2003). Em âmbito municipal, a integração ao meio ambiente contribui no desenvolvimento de indivíduos socialmente mais responsáveis e cuidadosos. Ademais, a prática esportiva tem sido associada com reduções de 20 à 40% na mortalidade por todas as causas (KHAN et al., 2012). Por outro lado, no Brasil, há uma quantidade restrita de modalidades esportivas oferecidas aos jovens; predominantemente futebol e futsal. Dessa forma, os jovens que não se identificam ou que não se adaptam com tais práticas, por vezes ficam sem outras opções. O remo, além de ser modalidade esportiva olímpica e ser praticado individual e coletivamente, traz consigo valores sociais importantes, como o cuidado com a natureza e o meio ambiente, o Congresso de Extensão e Cultura 527 acompanhamento da qualidade da água e a preservação do entorno ao local de prática – aquático, bem como o bioma. Neste sentido, a Escola Superior de Educação Física (ESEF/UFPel), em parceria com a equipe técnica de remo da Academia de Remo Tissot/Centro Português e Prefeitura Municipal de Pelotas (RS), estruturou projeto denominado “Remar para o Fu turo”, o qual visa proporcionar aumento da cultura esportiva, contribuir no incremento nos níveis de atividade física de crianças e jovens, bem como servir de auxílio à educação cidadã, a partir da integração com o meio ambiente.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

Inicialmente, ocorrerá aproximação com o sistema municipal de ensino de Pelotas. Nestas escolas, haverá distribuição dos materiais de promoção e divulgação, os quais foram produzidos pela equipe técnica do projeto, bem como pelos meios de notícias local. Será feita divulgação da experiência vivenciada por todos os participantes e beneficiários do projeto através de instrumentos publicitários, assim como veículos informacionais entregues às escolas da rede municipal da cidade de Pelotas. Com esta ação, pretende-se atingir público superior a 3.000 (três mil) pessoas em idade escolar, o qual irá ter contato inicial com a modalidade. O projeto abrangerá, neste primeiro momento, as escolas dos bairros Laranjal e Areal, ambos próximos à sede da Academia de Remo Tissot. O trabalho iniciou no primeiro semestre de 2015 e, atualmente, conta com a Prefeitura Municipal de Pelotas como parceira na execução das atividades. Nestas escolas, ocorrerão as seguintes ações: 1) Divulgação massificada da modalidade em aulas de educação física, a partir de palestras nas escolas. 2) Prática da modalidade em remoergômetros, para os jovens que demonstrarem interesse para a atividade. 3) Recrutamento de alunos que, após prática em remoergômetro, tenham interesse em ser avaliados para realizarem atividades em barcos e comporem a equipe de treinamento sistematizado. 4) Direcionamento de 30 alunos que cumpriram as três etapas anteriores e que exibam perfil e disposição para a prática de remo. Estes realizarão duas Congresso de Extensão e Cultura 528 sessões semanais de remo em barco, além de práticas em remoergômetros e terão treinamento esportivo sistematizado de remo. Os alunos participantes do projeto terão treinamentos diários, no horário inverso ao escolar e serão atendidos adolescentes na faixa etária de 12 a 15 anos nos turnos da manhã e tarde. A equipe de execução avaliará o projeto de modo semanal, a partir da produção de relatórios parciais. Os alunos envolvidos passarão por avaliações mensais de competência técnica e física, com testes gerais e específicos, além de serem monitorados quanto ao desempenho escolar.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Com as ações propostas, espera-se que o projeto “Remar para o Futuro”: i) oportunize a prática esportiva massificada de REMO na cidade de Pelotas, ii) oferte a discentes da ESEF/UFPel a possibilidade de aprendizado nesta modalidade, iii) atinja os objetivos propostos de assistência à criança e ao adolescente como alternativa esportiva no contra turno escolar e, iv) possibilite o surgimento de novos talentos esportivos para o remo. Acreditando na transformação que o esporte proporciona aos jovens, a partir dos valores que há no mesmo, da rotina de treinos que necessitam de objetivos bem definidos, disciplina, perseverança, força de vontade, superação, aceitação das vitórias e derrotas em relação às metas, pensamos que as ações propostas servirão para melhorar as relações desses jovens com familiares e amigos, bem como seu rendimento escolar. Além disso, os jovens envolvidos terão vivências da importância do trabalho em equipe, e de preservação do meio ambiente, visto que as práticas serão feitas no Arroio Pelotas, patrimônio do estado do RS, local que necessita maior atenção por parte da comunidade.


4. CONCLUSÕES Esperamos que o projeto impacte a vida dos jovens remadores, tanto pelos componentes físicos, quanto nas questões sociais do esporte e também a comunidade local, através da visibilidade que as atividades do projeto trarão a região do Arroio Pelotas e para a cidade de Pelotas em geral. Por fim, o projeto em voga, ao oferecer prática esportiva sistematizada, contribuirá na melhoria das condições de vida do público alvo.

REFERÊNCIAS

HALLAL, PC; BERTOLDI, AD; GONÇALVES, H; VICTORA, CG. Prevalência de sedentarismo e fatores associados em adolescentes de 10 a 12 anos de idade. Cad Saúde Pública, 22(6): 127787, 2006. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de Saúde 2013: Percepção do Estado de Saúde, estilos de vida e doenças crônicas. Rio de Janeiro, 2014. Acesso em 15 de Julho de 2015. Disponível em ftp://ftp.ibge.gov.br/PNS/2013/pns2013.pdf. KHAN, KM; THOMPSON, AM; BLAIR, SN; SALLIS, JF; POWELL, KE; BULL, FC; BAUMAN, AE. Sport and exercise as contributors to the health of nations. Lancet, 380(9836):59–64, 2012. MELLO, FC; BERTUZZI, RCM; GRANGEIRO, PM; FRANCHINI, E. Energy systems contributions in 2,000 m race simulation: a comparison among rowing ergometers and water. Eur J Appl Physiol 2009;107(6):615-9. ONU – Organização das Nações Unidas. Esporte para o Desenvolvimento e a Paz: em direção à realização das metas de desenvolvimento do milênio. Relatório da Força Tarefa entre Agências das Nações Unidas sobre o Esporte para o Desenvolvimento e a Paz. Nações Unidas, 2003.

FONTE do texto: http://wp.ufpel.edu.br/congressoextensao/files/2015/11/Sa%C3%BAde.pdf

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Análise da remada no remo e caiaque em 3 D!


Para quem gosta de compreender a própria remada e verificar quais reajustes podem ser feitos a partir de análises biomecânicas e da reconstrução da remada a partir de modelos 3D, aqui está um exemplo básico de um software que faz esse tipo de observação.

video



Para entender um pouco mais sobre essa tecnologia,  aqui está a fonte desse vídeo que mostra a análise em 3D:

http://www.gettyimages.com/detail/video/rower-man-with-technical-data-stock-footage/472944299

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CARACTERÍSTICAS ALIMENTARES DO VOLUME DE TREINAMENTO EM REMADORES DE DIFERENTES NÍVEIS

Instituição: UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Autores: Cássia C Goulart; Bianca Miarka; Bianka Zanini; Nelson Ianhke; Fabrício B Del Vecchio

miarkasport@hotmail.com

O treinamento de remo é uma prática com predomínio de resistência/força em que a performance depende das capacidades aeróbia e anaeróbia. O impacto da nutrição no desempenho físico é de extrema importância aos remadores. Geralmente, os atletas dedicam-se a múltiplas sessões de treinamento por longos períodos diários. Apesar de tal importância, pouco se sabe sobre as características nutricionais de praticantes do Brasil ou se a ingestão de determinados alimentos é adequada e se modifica em função do volume semanal de treino. Uma alimentação equilibrada é fator determinante na otimização da saúde e rendimento do atleta. Por isso, comparamos características do volume total de treinamento semanal e nutricionais de remadores de diferentes níveis competitivos. Para conferir os resultados, segue o link dos anais, esse trabalho está na página 225.

link: http://www.cbne2015.com.br/CBNE%20-%20trabalhos%20aprovados%20para%20site.pdf

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Remador, saiba como manter e perder peso com CHIMARRÃO: receita natural para provocar diurese e lipólise.

O chimarrão é uma bebida típica da América do Sul rica em vitaminas e flavonóides.
Além desses componentes, possuí cafeína que se combina com outros alcalóides, como a teofinina e a teobromina o que o torna uma ótima solução para auxiliar atletas da categoria peso leve na manutenção e perda de peso porque reduz a retenção de líquidos por ser diurética ao mesmo tempo que realiza lipólise. Observem os resultados da pesquisa de minha querida amiga Luciana Arias Saldanha, nesse estudo ela comparou exercício + chá mate; exercício + placebo e placebo:


Esses resultados  com o uso de chá mate são superiores aos encontrados com o uso de cafeína e café, isso provavelmente ocorra pela interação entre a cafeína e demais alcalóides do chá. Mais informações podem ser observadas na tese dela: file:///C:/Users/S/Downloads/TESE_publica%20(1).pdf

Aqui está um tutorial para fazer o Chimarrão




quinta-feira, 25 de junho de 2015

Feedback para atletas: análises biomecânicas em 3D de seus remadores, como fazer?

Fonte:http://www.flightphase.com/case-study-forth

Desde o desenvolvimento inicial de simuladores de remo indoor, variações e implementos tecnológicos tem sido desenvolvidos para esse esporte, porém há informações limitadas sobre a validação da utilização desses equipamentos para revelar a capacidade de produção de potência e energia relacionadas com a modalidade. A complexidade no desenvolvimento tecnológico, inicia na necessidade dos transdutores de força, potenciômetros e eletrogoniômetros ligados ao tornozelho, joelho, quadril e cotovelo de atletas para fornecer sinais proporcionais aos principais ângulos articulares que interferem na ação da remada (Hawkins,  2000). Entretanto, são importantes elementos para fornecer feedback para técnicos ou atletas, pela possibilidade de realizar cálculos e reconstrução em boneco de animação com sobreposição cinemática e cinética da remada. 
Softwares inovadores permitem observar e realizar alterações mecânica rápidas e são usados em diversos países para avaliar o efeito da mudança técnica sobre a potência produzida pelo atleta, e, para guarnições, para identificar as diferenças entre os atletas (Hawkins, 2000). Caso você tenha interesse nesse tipo de programa computacional para fácil utilização, veja os links:
http://www.jbiomech.com/article/S0021-9290(99)00139-6/abstract   http://link.springer.com/article/10.1007%2FBF02903529

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Qual o casco de barco com melhor performance?

Dr. Valery Kleshnev fez uma recente pesquisa com barcos para verificar qual teria menor fator de arraste na água. Advinha? WinTech, mirem os resultados abaixo:
veja a pesquisa na integra e demais artigos sobre melhora de rendimento em:

http://www.biorow.com/Papers.htm

Beijo no ombro para Fillippi, Empacher e Nowing...

Não balance o barco? Como o mito do retorno sem balanço foi quebrado, pois não afeta o rendimento de guarnições

É geralmente aceite equipe de remo requer sincronização perfeita entre os movimentos dos remadores. No entanto, uma longa e noção um tanto absurda sobre a fase de retorno dos remos tem afetado os treinamentos de remadores de elite.


No remo, de 5 a 6% da energia produzida pelo remador (s) é perdida nas contrações e concentrações da fase de retorno do remo em cada ciclo de remada. Teoricamente, um caminho possível para as guarnições aumentarem a velocidade do barco média seria reduzir estas instabilidades no barco, remando em coordenação na anti-fase, ou seja, na fase de retorno.
Entretanto, pesquisadores apresentaram comparações sobre a coordenação dinâmica da fase de retorno que explicam como a falta de estabilidade NÃO reduz a potência aplicada, ou seja, o desempenho pode não ser muito afetado com o balanço lateral. A questão do balanço do barco parece ser mais relacionada com conforto mental do que com a potência aplicada. Talvez, pesquisas futuras possam observar se a sincronicidade entre os remadores afetaria o barco, no tempo de entrada da pá do remo e saída, com observação da altura dos remos estabelecida por cada remador no momento de retorno, importantes indicativos práticos tornam essa recomendação um assunto de ordem prioritária para quem deseja melhorar o tempo da guarnição.

Para quem deseja ler a pesquisa sobre o não efeito no desempenho com o balanço do barco, segue abaixo o link:
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3559869/